Friday, October 15, 2010

As minhas mãos agarram o volante com força e os meus olhos seguem a estrada à minha frente com toda a atenção.
«Pensa na condução, pensa na condução pense na condução. Tens que te manter atenta à estrada. Não penses em mais nada.»
Mas é inevitável. As lágrimas vêm sempre por mais que as tente evitar.
«Não! Não! Concentra-te!»
Mas de que vale mentir a mim própria!?
«Concentra-te! Concentra-te! Não penses nisso!»
E mais uma vez elas param. As minhas mãos procuram os olhos para limpar qualquer rasto.
«A estrada, pensa não estrada.»
Mas não dura muito e começo a sentir de novo os olhos humedecerem. Ponho a música mais alto e acompanhá-la. Mas é uma música carregada de significado. Mudo de faixa, mas não vale de nada. Elas vêm de novo e escorrem-me pelo rosto.

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