Era um apelo sem destino e o seu som ecoou pelo ar à procura de um ouvido amigo, alguém que sentisse dentro de si uma vontade inata de emprestar um ombro e um par de braços.
Deixou-se ficar, com uma réstia de esperança que alguém ouvisse o seu grito, mas a sua resposta foi o silêncio e uma solidão arrasadora entrou pelo seu ser, apertando o coração ao ponto de o sentir parar.
A esmagadora tristeza que sentira a toda a sua volta ao longo dos últimos dias apertou o cerco e fez-se sentir como uma verdade absoluta.
O seu olhar via negro a toda a volta, até ao horrizonte e na sua boca sentia um sabor amargo.
Na sua mente via-se desaparecer, numa nuvem de fumo que se desfazia no ar gélido da manhã, sem deixar rasto.
Afinal, quem iria dar pela sua falta?!
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