Saturday, October 30, 2010

My life is a waist of time and space in the universe! Can't shake the feeling that I should just disapear!

Friday, October 29, 2010

Tudo o que vês, são os restos do que foi em tempos alguém. Um corpo vazio, que circula com gestos mecânicos. Não há aqui ninguém!
Ela tinha um hábito horrível, quando era mais nova, de se sentar na cama, abraçando as pernas pelos joelhos, balançando-se para a frente e para trás a chorar baixinho. Era a única forma de conseguir esconder toda a angústia que lhe corria nas veias, dentro das quatro paredes do seu quarto. Ali era o seu porto seguro, o único sítio onde permitia a si própria derramar lágrimas e pensar em todas as coisas que não a deixavam dizer ou fazer. Dentro daquelas quatro paredes ficavam todos os seus segredos, todas as suas fantasias vistas pelos outros como infantilidades impossíveis e sem valor. Por todo o lado tinha caixas e cadernos escondidos com todos os seus segredos, todos os seus desejos, todos os seus ódios e todas as palavras que nunca pudera dizer. Nada nem ninguém podia violar o seu pequeno universo caótico. Nada nem ninguém podia mexer nas suas coisas, as únicas que podia efectivamente chamar suas. A sua alma estava espalhada por todos aqueles objectos mundanos e todos os seus segredos estavam ali escondidos.
Quando saiu de casa decidiu ser a pessoa que sempre quisera. Tentara a todo custo abrir-se ao mundo. O caminho seria demasiado tortuoso para se permitir percorrê-lo com grandes passadas, mas chegaria lá com passos pequenos, uns atrás dos outros.
Descobriu que lá fora havia quem estivesse disposto a ouvi-la, a ver-lhe as lágrimas escorrer pela face e animá-la com um simples abraço. Foi um alívio descobrir quem não a julgasse, quem a aceitasse como ela era, quem a tratasse como uma igual. O mundo conseguira tirar-lhe o hábito de baixar os braços e reduzr-se às suas quatro paredes e áquele gesto que a consumia por dentro, aquele baloiçar involuntário que a fazia soluçar baixinho enquanto sentia o corpo encher-se de ódio e terror. Deixára isso para trás com prazer, uma parte de si que a fizera sentir-se mínima e infeliz a maior parte da sua vida. Não pensára mais naquilo, deixára-o para trás nos confins mais negros da sua mente.
Agora, adulta, começara a sentir de novo as palavras presas na garganta. Uma indescritível sensação de falta de controlo começára a tomar posse dela e as palavras começavam uma vez mais a fluir apenas no papel. Sentia a angústia aumentar à medida que ía deixando de se conseguir expressar com a voz. Lutára a todo o custo para não voltar a percorrer aquele caminho, mas a fala abandonára-a. Não conseguia dizer o que lhe ía na mente e o papel tornára-se de novo o seu único confidente.
Sentiu-se perder completamente e acabou por se deixar levar por velhos hábitos.
O desespero já lhe mostrára a face várias vezes, mas ela tentára ignora-lo. Naquela noite ele rodeou-a, prendendo-a num abraço gélido. Involuntariamente, sentou-se na cama, deixando as lágrimas cair, abraçou as pernas pelos joelhos e começou a baloiçar. Os olhos ardiam, o coração apertava e num segundo, os muros que levaram anos a ruir, estavam de novo de pé.
Sentiu-se sufocar, baixou os braços e deixou-se ficar, escondida do mundo, dentro das suas quatros paredes.

Tuesday, October 26, 2010

Quero que parem de escorrer lágrimos dos meus olhos, por quem não faz por merecê-las... mas não consigo.
Apetece-me agarrar-te pelos colarinhos e abanar-te. Dizer-te tudo de uma vez por todas.Perguntar-te porque não vês o que eu vejo, porque tapas os teus próprios olhos ao que é tão evidente a toda a gente. Berrar-te, dizer-te alto e bom som que acho que és egoísta e que tens a mania que sabes tudo, mas não sabes nada, nem o que pensar de ti próprio ou da tua vida. Falar de uma vez por todas sobre tudo o que me ficou entalado de cada vez que me perguntavas o que se passa e eu respondia "nada" com um fio de voz.
Apetece-me encostar-te contra a parede e obrigar-te a responder a todas as minhas perguntas, as respostas que te vão lá dentro e não a quantidade de parvoices que deitas cá pra fora a pensar que estás a dizer a verdade.
Não és nada porque não queres. Não vales nada porque não fazes por isso. Não tens nada porque não tens coragem para encarar o que vai dentro de ti.
Falas como se soubesses tudo, falas e falas e fales de ti e de ti e de ti... não ouves nada, não olhas para nada com olhos de ver, não pensas em nada que não seja em ti.
E vens, cheio de conversa fiada, dizer o que é melhor para mim, sem sequer saber o que é melhor para ti.
AAAAAAAAAAAAAAAH! Odeio-te... porque me fazes sentir culpada... porque me fazes desesperar até ao ponto em que não aguento mais e cedo... porque sabes que sofro e não fazes nada porque na tua infinita sabedoria achas que é o melhor para mim... Como te atreves!? Tu não me conheces... não se achas que fazes bem ao fazer isto... não se achas que isto me faz mais forte, ou mais feliz, ou mais o que quer que seja. Não me faz mais nada... faz-me menos, faz-me muito menos.
Odeio-me... por mais merda que faças... a culpa será sempre minha! E não posso fazer nada, porque não consigo parar de pensar em ti e tudo o que fizeste e disseste que me fazia sentir bem e feliz... e não consigo parar de sofrer porque não consigo deixar de pensar em todas as coisas que disseste ou fizeste que me faziam sentir mal, triste, rejeitada, coisas que tu vias que me faziam sofrer, mas dizias a ti próprio que era o correcto, porque tinha lógica... mas a lógica não entra aqui!

Sunday, October 24, 2010

Thursday, October 21, 2010

Sem palavras...

Tuesday, October 19, 2010

Memórias que um dia foram belas ganham traços de tristeza e solidão.

Monday, October 18, 2010

Por entre a loucura, rasgos de lucidez murmuram-me verdades que luto para não acreditar.

Sunday, October 17, 2010

Como consegues?
Como consegues deixar-me sofrer assim, sozinha?
Como consegues abandonar-me desta maneira?
Como consegues deixar-me assim, sem dar luta?
Como consegues continuar normalmente?
Como consegues deixar tudo para trás?
Como consegues?
Diz-me, porque eu não consigo!
-Eu sei o que queres.
-Sabes?
-Sei.
-Então diz-me.
Ele olhou-a com carinho e aproximou a sua face da dela.
-Queres um beijo.
Ela sorriu, inclinando-se um pouco para trás.
-Não, não quero.
Ele deixou-se cair para trás com um ar intrigado.
-Quero vários.
Ao dizer isto ela encostou-se a ele e passou-lhe a mão pela face suavemente.
-Não sei se mereces.
Ela fez um ar amuado e ele apertou-a nos seus braços enquanto a enchia de beijos.
Deixaram-se ficar, presos nos braços um do outro, sentados no sofá em frente da lareira.
O olhar dela desviou-se para a janela. Lá fora, a chuva batia levemente na janela, dando um ar estranhamente agradável a tudo o que parava lá fora.
Uma rajada de vento abre a janela, deixando entrar um ar gelado. Um arrepio de frio percorre-a de alto a baixo e ele levanta-se e vai fechar a janela.
Ela olha-o com paixão.
O ar a sua volta parece ficar mais denso de repente. Ela olha para todo o lado e começa a ver fumo subir do chão por todo o lado. De repente, um mar de chamas rebenta. Ela olha-o estendendo os braços na sua direcção, em desespero.
Ele olha-a ternamente, de sorriso nos lábios e acena mesmo antes de ser engolido pelas chamas.
Ela sente o desespero crescer-lhe no peito enquanto vê tudo à sua volta ser incinerado nas chamas.
«Mexe-te! Mexe-te!» Ela pensa para si própria, mas não consegue e o desespero começa a preenchê-la por completo.
«É um sonho! É tudo um sonho! Abre os olhos! ABRE OS OLHOS!»
O seu corpo estremece e ela finalmente abre os olhos.
O pânico ainda não a abandonou por completo, mas a sua respiração já começou a abrandar.
-Foi um sonho.
Ela diz para si própria, bem alto, a sua voz ecoando pelo vazio da sua casa.
Olha em volta e vê tudo no seu lugar. Respira fundo e consegue acalmar. Mas um ar triste pousa sobre a sua face.
Ela solta um suspiro.
-Foi tudo um sonho... Ele também.
I wish I wish
And I dispair
Within my heart
I could swear
There is a place
Beneath the pain
That brings me hope
With no restraint
And through it all
I go insane
And through it all
I loose myself
It makes me weep
And weep I do
But as I sleep
I can't see through
And darkness comes
Make no mistake
It comes with vengeance
And I'm its' prey
I can't resist
I have no way
And so I fall
And fall again
For there's no hope
For those in pain
And who's heart
Has been slain

Saturday, October 16, 2010

Gritar. Perder-me na loucura do meu grito e deixar todo o horror que sinto crescer dentro de mim sair para o infinito, para bem longe.
Correr. Sair por aí a fora a sentir o vento limpar o meu rosto de todas as lágrimas que correm dia após dia após dia após dia.
Fugir. Deixar tudo para trás porque nada mais me importa a não ser esta dor que me consome e da qual não consigo ganhar distância, por mais que tente.
Esmurrar. Deixar os punhos em sangue e finalmente conseguir expulsar de mim todo o ódio que sinto.

Friday, October 15, 2010

Darkness surrounds me,
I feel it break my soul into a milion pieces.
One by one, they fall.
I catch glimpses of it all.
I see them float into oblivion,
and my sanity floats with them.
They won't come back, I know,
But my sorrow wants it so.
If only with them I could flee...
As minhas mãos agarram o volante com força e os meus olhos seguem a estrada à minha frente com toda a atenção.
«Pensa na condução, pensa na condução pense na condução. Tens que te manter atenta à estrada. Não penses em mais nada.»
Mas é inevitável. As lágrimas vêm sempre por mais que as tente evitar.
«Não! Não! Concentra-te!»
Mas de que vale mentir a mim própria!?
«Concentra-te! Concentra-te! Não penses nisso!»
E mais uma vez elas param. As minhas mãos procuram os olhos para limpar qualquer rasto.
«A estrada, pensa não estrada.»
Mas não dura muito e começo a sentir de novo os olhos humedecerem. Ponho a música mais alto e acompanhá-la. Mas é uma música carregada de significado. Mudo de faixa, mas não vale de nada. Elas vêm de novo e escorrem-me pelo rosto.

Wednesday, October 13, 2010

Momentos assim são aqueles que lutamos por não ter. Instantes que nos passam pela mente e fazem estremecer de horror.
E os dias vão passando e lutamos para os pôr atrás das costas, sem sucesso.
Arrancam-nos uma parte de nós e abandonam-nos a um canto. Sentimo-nos esquecidos, inuteis, infinitesimalmente pequenos, abandonados, frios e sós no meio da tempestade. E não há nada a fazer, nada a dizer, por mais que todo o nosso corpo grite por querer voltar a sentir-se inteiro.
Não há paz de espírito, nem calma depois da tormenta. Há um vazio enorme que nos sufoca e nos faz correr as lágrimas pela face.
Dá vontade de sair por aí aos gritos, agarrados ao peito, aos pontapés e murros a tudo. Vontade de soltar o pouco que resta de nós e nos tornarmos no montro que tentamos suprimir ao longo de toda a nossa vida.
E as pessoas passam por nós na rua, inocentes, ignorantes da tempestade que corre ao seu lado com vontade de destruir tudo à passagem porque mais nada lhe interessa. E nós olhamo-las com a dor estanpada no rosto, questionando cada face que vemos sobre tudo e nada ao mesmo tempo.
E num segundo, tudo acaba.

Tuesday, October 12, 2010

Era um apelo sem destino e o seu som ecoou pelo ar à procura de um ouvido amigo, alguém que sentisse dentro de si uma vontade inata de emprestar um ombro e um par de braços.
Deixou-se ficar, com uma réstia de esperança que alguém ouvisse o seu grito, mas a sua resposta foi o silêncio e uma solidão arrasadora entrou pelo seu ser, apertando o coração ao ponto de o sentir parar.
A esmagadora tristeza que sentira a toda a sua volta ao longo dos últimos dias apertou o cerco e fez-se sentir como uma verdade absoluta.
O seu olhar via negro a toda a volta, até ao horrizonte e na sua boca sentia um sabor amargo.
Na sua mente via-se desaparecer, numa nuvem de fumo que se desfazia no ar gélido da manhã, sem deixar rasto.
Afinal, quem iria dar pela sua falta?!

Monday, October 11, 2010

A brisa trespassou a malha da camisola rodeando o seu tronco como que num abraço gélido. O frio não o fez estremecer, o seu corpo já estava de tal forma adormecido que o ar gélido que corria naquela noite não era problema.
Estava sentado em frente do seu carro há horas, de olhar preso no horizonte, olhando para tudo e sem olhar para nada ao mesmo tempo, mas o tempo parecia não passar.
Rendeu-se aos pensamentos que tentava a todo o custo evitar e as dúvidas começaram a inundar a sua mente.
Não gostava de se sentir assim, mas não sabia como o contornar. Achava que já tinha pensado naquilo o suficiente e que já tinha arranjado uma solução, mas algo lhe dizia que não, que tudo o que pensava e repensava, apesar de fazer todo o sentido, estava errado.
Não queria pensar mais, mas ao longo do dia havia momentos em que não o conseguia evitar, e aquilo já estava a dar com ele em doido. Não sabia mais o que fazer, não sabia sequer onde procurar a resposta, não sabia como parar aqueles pensamentos de lhe invadirem a mente sem aviso.
Malditos pensamentos, não o deixavam em paz.

Sunday, October 10, 2010


Tão triste! Só apetece chorar, levantar os punhos no ar e gritar a plenos pulmões. Não quero mais! Não quero mais! Quero ter a minha vida de volta!
Doi e eu sinto a dor correr por mim, correndo nas minhas veias, chegando a cada canto do meu corpo. É como se fizesse parte de mim, como se tudo o que conheço fosse dor e tudo o que quero conhecer é dor. Dá vontade de arrancar o coração fora e vê-lo deixar de bater. Talvez assim...

Saturday, October 09, 2010

Uma casa, pequena, simples. Paredes nuas, excepto uma, toda ela coberta de fotos de paisagens e pessoas, momentos emoldurados, para sempre marcados no coração dela. Em cima das mobílias algumas molduras, figurinos, caixas, objectos carregados de recordações, criando uma ligação quase visível com a sua dona. No ar, uma energia mágica, quase palpável, uma sensação de calor que acompanha o fogo que arde na lareira.
Ela esta encostada à parede, olhando pela janela com uma chávena de chá bem quente na mão. A chuva cai lá fora, mas não é uma chuva dura e barulhenta, é uma chuva meiga, que vai escorrendo pelo vidro como um rio em direcção ao mar. Tem vestida uma camisola de lã, comprida, larga, confortável, e umas calças de ganga, gastas, alguns rasgões aqui e ali. Os chinelos que tem calçados são a cereja no topo do bolo no que diz respeito ao seu conforto. A roupa acenta-lhe como uma luva, parecendo abraça-la com carinho. Fechando os olhos, quase consegue sentir o calor de dois braços à sua volta. Por instantes, agarra-se a esse pensamente e sente o seu corpo aquecer com o simples pensamento.
Abre os olhos, e vê o céu cinzento lá fora, a chuva escurecendo o pavimento. Uma brisa fria entra pelas frestas da janela e gela-lhe o corpo.
Em passo rápidos, aproxima-se da lareira e senta-se no sofá. O comando quase lhe salta para as mãos, mas ela passa pelos canais monotonamente. Não está a dar nada interessante.
Espreita os livros pelo canto do olho e sente-se levar para um mundo de sonhos. Vê palavras passar por ela, por entre um cenário frio, branco, vazio. E de repente está sentada na beira de uma estrada, com o sol a brilhar bem alto.
Baixa o olhar das nuvens e sente as suas mãos tocaram o chão. A relva entranha-se entre os seus dedos e ela aperta-a fazendo-a largar o seu aroma, amargo, fresco e revigorante. Ela inspira profundamente e o ar puro quase lhe fere os pulmões. Deixa-se cair e estendida na relva sente o ar inundar todo o seu ser e sente a energia correr pelo seu corpo, chegando a todos os recantos.
Ao longe ouve um som ritmado que se aproxima rapidamente. Abre os olhos e apoia-se nos seus cotovelos, olhando o horizonte.
Um cavalo aproxima-se com o seu pêlo negro a reluzir. Passa por ela como um foguete, levantando pó e fazendo o cabelo dela voar. O pó faz um remoinho à volta dela. Ela tosse e tenta afastar o pó com as mãos, mas ele não se afasta. Ela olha à sua volta e começa a sentir-se presa, como se tudo estivesse a mover-se na sua direcção. A sua respiração torna-se mais e mais ofegante, o seu coração bate mais e mais depressa. Ela encolhe-se e fecha os olhos, pensando que aquilo é tudo um sonho.
Nada. Vazio. Silêncio.
Um som, surge do nada. Come se tivessem encostado uma concha ao seu ouvido ela ouve o mar e o seu vai e vem constante acalma-a, como uma melodia.
Ainda de olhos fechado sente os seus pés enterrarem-se na areia. O ar à sua volta está ligeiramente fresco e o perfume, aquele aroma típico da praia, parece abraça-la.
De novo aquela sensação. Um par de braços a circundá-la, uma respiração quente no seu pescoço, o calor de um corpo preso no seu.
Um suspiro profundo apoderou-se dela. Os sons à sua volta desapareceram, o perfume no ar também. Ela abre os olhos e vê o fogo que arde na sua lareira, sente o seu calor, olha o chávena de chá caída no chão.
Com um sentimento algo melancólico apoderando-se do seu peito, ela olha em volta. Está em casa e está só.
Em gesto de desconsolo volta-se para a tv e pega no comando.
Alguém bate a porta e ela sorri.
Deito-me com vontade de dormir, mas o sono não vem. Acordo com vontade de viver, mas nuvens negras prendem-me dentro de mim própria... sem saída, sem resposta, sem ar!
Há alturas em que não sei bem o que dizer, as palavras ficam entaladas na garganta e por mais esforço que faça, não há forma de virem ao de cima.
Dou comigo a pensar e repensar, sempre as mesmas palavras, como se alguém tivesse pressionado o "repeat". Tropeçam-se umas nas outras e deixa de haver princípio, meio e fim, é tudo uma amalgama de letras umas em cima das outras à espera que alguém consiga fazer delas algum sentido e dar-lhes um qualquer significado que seja, no mínimo, semelhante aos cem pensamentos por segundo que correm diariamente no meu cérebro.
Não consigo formar pensamentos coerentes, nem verbalizar o que quer que seja e sinto-me triste, mas uma tristeza profunda que força os olhos a ficarem aguados e me faz sentir como se o meu coração estivesse a ser contorcido dentro do meu peito.
Sei o que quero dizer, mas não sei como o dizer e os meus gestos carregados de significado perderam já a vontade de continuar a lutar contra a maré, numa tentativa fútil de passar a mensagem.
Não quero mais transportar a mensagem, quero recebê-la.